sábado, 11 de março de 2017

Oportunidade: Curso Google para Educadores

Google para Educação Formação continuada para professores, acadêmicos e comunidade.

Inscrições: de 18 de fevereiro a 25 de março de 2017.

Carga horária: 100h com Certificação conforme Módulos cursados

Objetivo: Oferecer formação aos professores e acadêmicos visando utilizar as contas institucionais do Google For Education e as contas comuns com finalidade pedagógica, aproveitando todo o seu potencial.

Público alvo: professores de diferentes áreas do conhecimento, estudantes da educação básica, acadêmicos e comunidade.

Requisito para realizar o curso: ter domínio básico de informática

Início: 30 de março, das 19hàs 21h30min, no Polo Universitário Santo Antônio

Seminário final do curso: a definir

Metodologia: Semi presencial com utilização da Plataforma Moodle e atividades semanais.

Estrutura do Curso: O curso será oferecido em Módulos independentes, garantindo a certificação dos Módulos cursados.

O estudante terá acesso ao Módulo seguinte na medida da conclusão do Módulo anterior.

Módulos do curso:
Referencial teórico: 10h
Conta Google : 10h
Drive: Docs, Apresentação e Desenho: 10h
Forms: 10h
Planilhas: 10h
Maps: 20h
YouTube: 10h
Sites: 10h
Classroom: 10h

Equipe do curso: Dilce Eclai de Vargas Gil Vicente e membros GEG SAP

sexta-feira, 10 de março de 2017

No dia 09/03 ocorreu a Reunião de Diretores na Escola Ildefonso Simões Lopes com as chefias da 11ª CRE. 
Durante o dia o coordenador adjunto, professor Dalpaz, juntamente com a coordenadora pedagógica, professora Rosângela Borba, enfatizaram as questões mais importantes para que o ano letivo que se inicia seja proveitoso e bem sucedido.
Entre as tantas orientações e observações feitas por eles, a necessidade da efetividade das formações dos professores nas escolas, foi muito debatida. É indispensável que os professores parem e estudem com o seu coletivo.
Os prazos de entrega de planos, calendários e solicitações pela CRE, foi outra questão muito discutida, uma vez que a mesma precisa prestar contas à SEDUC, que também estabelece seus prazos.
As próximas reuniões serão por setor e mais uma vez a casa se colocou à disposição para atender todas as escolas de abrangência, desejando um ano letivo de muito trabalho, comprometimento e parceria!

 


 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Formação Pedagógica: Início do Ano Letivo

Na noite do dia 03/03 às 19h o NTE teve participação na Formação Pedagógica da EEEM Maria Teresa Vilanova Castilhos, Polivalente, para dar início as ações do ano letivo.
A convite do diretor da escola, professor Rafael Lumertz, falamos sobre o e-mail institucional @educar e seus Apps.
Houve troca entre alguns professores que já fizeram curso do Google conosco e muitos interessados. O e-mail @educar deu-se da parceria entre o atual governo e a empresa Google, o qual oportuniza todas as ferramentas do Google e acesso ilimitado sem custo algum.



A Lousa Digital Interativa chegou! E agora?

Elas estão chegando!

Há cerca de uma década os professores se espantavam com a chegada dos computadores à escola. Depois foi o projetor multimídia e a internet e mais recentemente os aparelhos móveis (smartphones, tablets, netbooks e notebooks). Agora é a vez da lousa digital interativa.
Lousas Digitais
Elas estão aí. Não adianta tentar fugir.
Muitas escolas já possuem uma ou mais lousas digitais interativas. O ideal é que elas estivessem presentes em todas as salas de aula, nos laboratórios, nas bibliotecas, nas salas de reuniões e na sala dos professores. Mas, como o seu custo ainda é elevado, essa implantação tende a ser vagarosa (como quase tudo na Educação).
Quando o professor se vê diante da lousa digital interativa pela primeira vez é bem comum um certo ar de espanto e indignação. Afinal, é espantoso que tenham inventado uma “lousa digital” unindo o que há de mais antigo, a lousa, com o que há de mais moderno: a tecnologia digital. E, por outro lado, parece absurdo que governos e escolas invistam altas somas na aquisição de dispositivos digitais modernos e, ao mesmo tempo, se recusem a investir mais e melhor na carreira do professor, na sua formação inicial e continuada, na manutenção dos equipamentos que as escolas já dispõem e no suporte técnico e pedagógico para o uso dessas novas tecnologias.
Seja lá qual for o grau de espanto ou de indignação do professor, o fato concreto é que começa a cair em seu colo “mais uma encrenca” (ou “possibilidade”, conforme a ótica com que se vê a situação): como usar essa “coisa”, geralmente branca, sem muitos botões e aparentemente “vazia”?
O objetivo desse artigo é desmistificar esse apetrecho tecnológico de maneira que o professor que sempre se desviou da lousa, ao passar por perto dela, possa agora aproximar-se mais e utilizá-la, descobrindo alguns de seus possíveis usos.

O bicho não morde!

A primeira coisa a saber sobre a lousa digital é que ela não morde, mas você pode até fazê-la latir se você souber apertar os botões corretos. 🙂
Quebrando computadores
Computador sem uso é computador quebrado.
A lousa digital interativa não é um aparelho frágil a ponto de quebrar se você tocar nela. Na verdade ela foi construída justamente para ser tocada. Não existe o risco de você “estragá-la usando-a” (sobre esse tema, “estragar usando”, veja um artigo meu de junho de 2008, “Quebrando computadores“, que tratava justamente da questão da falta de uso dos computadores da sala de informática sob a alegação de que “usá-los os quebrariam” e que, apesar de passada meia década, ainda continua sendo um artigo atual para algumas escolas). E, por fim, por incrível que pareça, a lousa digital interativa é mais fácil de lidar do que a lousa comum usada com o giz ou com o pincel atômico.
Embora já exista no mercado diversos modelos de lousas digitais com diferentes tecnologias, o funcionamento básico de todas elas é muito parecido. Mais ou menos como são parecidas as lousas tradicionais, que podem ser verdes, pretas, azuis, brancas, de madeira, de “pedra”, etc., mas funcionam sempre da mesma forma e para o mesmo propósito.
Em alguns modelos você pode interagir com a lousa usando os próprios dedos, em outros usa-se uma caneta especial e, em outros ainda, pode-se usar qualquer objeto. Há lousas de diversos tamanhos, mas normalmente elas têm mais de 70 polegadas (na diagonal). Cada tipo/marca/fabricante de lousa costuma ter um ou mais softwares que facilitam o seu uso, mas todos esses softwares de controle também são parecidos em suas funcionalidades.
Traduzindo para um bom português: quem já viu uma, já viu todas.

Como funciona?

As lousas digitais mais comumente encontradas nas escolas são ligadas a um computador (por cabo ou via wirelles) e a um projetor multimídia (o velho “datashow”). Na verdade a lousa digital pode ser entendida como esse conjunto de três componentes: a lousa propriamente dita, um computador e um projetor multimídia. Algumas lousas já estão incorporando o computador em seu próprio corpo, mas todas elas precisam de um computador para funcionar.
Lousa digital - funcionamento
A lousa digital interativa é na verdade um conjunto de três elementos: lousa, projetor e computador.
E é justamente aí que está o “pulo do gato”: a lousa, em si, não faz nada, quem realmente “trabalha” o tempo todo é o computador. Assim, para efeitos comparativos, a lousa nada mais é do que um “monitor + mouse + teclado” que serve para você se comunicar com o computador exatamente da mesma forma como faria usando esses três elementos em um desktop ordinário.
Outra comparação interessante pode ser feita com os smartphones. Se você já manuseou um smartphone com tela full touch (aquela de tocar e mover ícones com os dedos na tela), então você já usou uma lousa digital em miniatura.
De qualquer forma, como você pode ver pelos exemplos acima, a lousa digital pode ser usada com um esforço de aprendizagem muito pequeno por todos aqueles que já usam normalmente um computador ou um smartphone. No caso da lousa digital, o mouse é seu dedo ou a caneta especial (quando a lousa usa uma dessas) e o teclado é virtual, como nos smartphones.
Você pode fazer na lousa digital tudo aquilo que já faz no computador (e mais ainda!). Tudo aquilo que você fizer na lousa aparecerá na tela do computador (se ele estiver ligado a um monitor) e todos os programas do computador podem ser executados a partir da lousa. Bom, mas se é assim, então qual é a vantagem da lousa digital? Porque simplesmente não usamos um computador acoplado a um projetor multimídia?
A grande vantagem da lousa digital é justamente o fato de ela ser uma “lousa”! Dessa forma você pode escrever nela, fazer anotações sobre imagens projetadas, executar e mostrar filmes, músicas e animações ou simulações e, principalmente, interagir com a lousa como interage com seu computador, mas sem precisar ir até o computador para fazer isso.
Ter uma lousa digital na sua casa não seria nada vantajoso porque na sua casa você usa o computador para si mesmo. A lousa digital é para ser usada para, e com, os seus alunos, então, ela só é uma ferramenta vantajosa em situação de aula.

Para que serve?

A lousa digital serve para facilitar o trabalhado do professor, permitindo que ele faça melhor aquilo que já faz com uma lousa comum e estendendo esse uso de forma a incorporar mais facilmente as TIC, o uso da internet e de novas práticas pedagógicas mais interativas, eficazes e atraentes para os alunos.
Para o aluno a lousa digital também pode ser muito vantajosa, dependendo do uso que o professor fizer dela. A lousa digital não serve para transformar uma aula chata em uma aula atraente, ela não faz com que um professor “ruim” fique “bom”, ela não transforma o livro, o laboratório e outros materiais didáticos de apoio em “coisas obsoletas” e não melhora a qualidade da educação por si mesma. A qualidade do professor é fundamental para uma boa aula e, portanto, a única coisa que uma lousa digital pode fazer pela educação é dar ao bom professor mais ferramentas para que ele se torne ainda melhor.
Aula chata
Nada é capaz de “salvar” uma aula chata.
Por isso, antes de pensar em como você vai usar uma lousa digital interativa, é bom pensar em como você já usa a sua lousa tradicional, com giz. No artigo “Uso pedagógico do giz (do giz???)” você encontrará alguns elementos para refletir sobre o uso de lousas “analógicas”.
Há, literalmente, infinitas possibilidades de uso da lousa digital interativa, mas para quem nunca experimentou uma delas, aqui vão algumas (poucas) sugestões por onde se pode começar:
Escrevendo na lousa digital
Escreva nela! Sim, escreva. A lousa digital também serve para escrita, seja com letra cursiva ou como texto digitado por meio do teclado virtual ou do teclado físico acoplado ao computador. Na lousa digital você pode escrever da mesma forma como faria em uma lousa comum, usando giz. E qual é a vantagem disso? São várias:
  • você dispõe de ferramentas de apoio à escrita, como a possibilidade de desenhar figuras geométricas, linhas, setas, etc. de forma perfeita;
  • alguns softwares usados em lousas digitais transformam sua letra manuscrita em caracteres de uma fonte que você escolher, como essa fonte que foi usada para escrever esse texto, tornando assim a sua letra “mais legível” e “mais bonita”;
  • junto com seu texto e seus esquemas você pode adicionar elementos que não poderia em uma lousa comum (sem uma boa dose de sacrifício), como fotos, esquemas, ilustrações e até mesmo músicas e filmes;
  • e agora vem a melhor parte: você não se lambuza de giz e pode apagar sua lousa toda (ou qualquer parte dela) com um único “clique”. Não é fantástico?
Aula pronta
Nem sempre é preciso escrever nela.
Traga suas lousas prontas para a aula! Sim, é muito fácil! Aquela aula que você preparou em casa com tanto carinho, mas que teve que “copiar novamente” na sala ou, pior ainda, repetir a mesma lousa em várias salas para várias turmas, pode agora ser trazida pronta de casa sem que você tenha que despender tempo e esforço copiando-a várias vezes.
  • as lousas digitais interativas geralmente vêm acompanhadas de softwares que o professor pode usar em sua casa ou em outros computadores da escola, durante seu tempo de preparação de aulas, que permitem que a lousa seja toda “montada” antes do professor entrar na sala;
  • a aula “pré-montada” pode ser alterada durante a aula real. Lembre-se que você pode escrever, apagar, modificar, acrescentar ou fazer o que bem entender durante a aula e ainda pode “salvar e gravar” a aula modificada como uma nova versão (as vezes pode ser interessante ter diversas versões para diversas salas, já que as aulas “reais” raramente são idênticas em salas diferentes);
  • preparando antecipadamente a aula (como deve ser, com ou sem lousa digital), e trazendo a lousa pronta para a sala (essa é a novidade!), você certamente terá mais tempo para explorar e acrescentar recursos multimídia, como imagens, clipes, simulações, etc, no próprio espaço de tempo da aula. Além disso, as aulas podem sempre ser “reaproveitadas” em outras salas, em outros anos ou em outros cursos. Com o tempo você pode construir seu próprio material didático multimídia com recursos exclusivos e com a facilidade de poder modificá-lo, ano a ano;
  • assim como você, outras pessoas também prepararão e trarão aulas prontas para a sala de aula e, usando as redes sociais, os repositórios de recursos educacionais abertos, etc., você poderá compartilhar e utilizar aulas, ou trechos de aulas, preparadas por outros professores, otimizando ainda mais o seu tempo. A riqueza por trás dessas possibilidades é gigantesca!
Alunos na lousa digital
A lousa é deles!
Leve os alunos para a lousa! Sim, eles gostam de ir para a lousa, principalmente se a lousa for digital! Lembre-se que a interatividade da lousa digital não deve ser entendida apenas como um recurso para o professor. Essa interatividade pode potencializar muitas aprendizagens dos alunos e, portanto, é com os alunos que ela desempenha seu principal papel como ferramenta de apoio ao ensino e à aprendizagem. 
  • os alunos podem usar a lousa de forma individual, como o professor, ou em duplas, trios ou grupos ainda maiores. Para o uso múltiplo e simultâneo é preciso que a lousa possua a tecnologia adequada e um software de controle que permita o uso simultâneo por várias pessoas. Nessas lousas os alunos podem trabalhar de forma cooperativa, participar de jogos e outras atividades que podem ser feitas em grupo.
  • nas lousas que não possuem esse recurso de uso simultâneo é possível levar os alunos para diversas atividades, como: escrever (em turmas de alfabetização, por exemplo), corrigir tarefas, resolver problemas, interagir com simulações, apresentar trabalhos, construir textos coletivos, etc.
  • além daquilo que os alunos podem fazer em uma lousa comum, a lousa digital adiciona recursos que só estão disponíveis em um computador. Pense no que seus alunos poderiam fazer em um computador comum para aprenderem o que você quer que eles aprendam e você terá uma boa ideia do que eles podem fazer para aprender usando a lousa digital.
Registre e compartilhe suas lousas com os alunos! Sim, eles vão amar poder prestar atenção às suas explicações e depois receberem uma cópia das suas lousas ao invés de despenderem um longo tempo e um grande esforço tentando copiar as suas lousas e, ao mesmo tempo, prestar atenção no que você explica.
Copiando a lousa
Novos paradigmas!
  • “copiar a matéria da lousa” é tão moderno quanto copiar à mão uma notícia do jornal para depois enviá-la pelo correio normal para um amigo. Hoje em dia existem métodos muito mais eficientes para se “copiar lousas”. Um deles é a simples “fotografia” da lousa. No entanto, com uma lousa digital você mesmo pode “fotografar suas lousas” (salvando-as como imagem no computador acoplado à lousa) e distribuí-las para seus alunos publicando-as em uma galeria de imagens ou no seu blog. Sim, tenha um blog!
  • você pode registrar também as atividades que os alunos fizerem na lousa, trabalhos apresentados nelas, etc. Tudo o que for mostrado na lousa pode ser gravado, arquivado e distribuído.
  • se você organizar essas lousas em um blog ou em uma galeria de imagens, os alunos, os pais dos alunos e quaisquer outros interessados poderão consultar as “anotações de aula” em qualquer tempo e em qualquer lugar. Isso é incrível! Os alunos poderão rever os assuntos estudados de forma mais organizada (como você os organizou!) e você terá suas aulas devidamente documentadas.
  • quando os alunos dispõem de dispositivos móveis, como notebooks, é possível também compartilhar as lousas diretamente nesses notebooks e vive-versa, ou seja, você pode “conferir a tarefa do aluno” diretamente na sua lousa e ele pode “copiar sua lousa” diretamente para o dispositivo dele.
Não dê aulinhas, dê um show! Sim, é possível! E você não precisa ser um artista mais artista do que já é quando tenta prender a atenção de alunos “elétricos e desatentos”. Basta um pouco de “tempero” nas aulas.
Faça seu show
Faça seu show! O professor é o artista.
  • use e abuse dos recursos gráficos. Ao invés de esquemas confusos, use mapas mentais (há softwares que ajudam nisso); ao invés de desenhar gráficos sofríveis, faça-os em um software próprio e os leve prontos (ou construa em tempo real, junto com os alunos).
  • inclua imagens (fotos, ilustrações, etc.) nas suas aulas. Quando for falar de um personagem histórico, apresente rapidamente sua foto e um trecho da sua biografia (que pode ser encontrado facilmente na internet) e forneça o link para os alunos encontrarem o recurso. É bastante provável que sua lousa digital esteja conectada à internet e, assim, você poderá usar seus recursos diretamente a partir da lousa.
  • use trechos de filmes, clipes e trechos de músicas. Lembre-se que você pode incluir qualquer recurso da internet na sua “aula digital”. O YouTube e outras fontes (muitas!) podem proporcionar imensas possibilidades de enriquecimento para praticamente qualquer conteúdo, competência ou habilidade que você esteja trabalhando com os alunos.
  • se sua escola não tem um laboratório de ciências, ou o laboratório não possui muitos recursos, use softwares e simuladores que permitam fazer as experiências “virtualmente”. Isso amplia muito as possibilidades do uso de experimentação para a compreensão de conceitos e fenômenos, além de reduzir bastante o custo dessas atividades.
Deixe os alunos trabalharem! Tem um ditado que diz que “Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza!“. Não se prenda à lousa (digital ou à lousa com giz), deixe os alunos trabalharem individualmente e em grupos, inclusive na lousa.
  • não é porque você tem agora uma lousa digital que ela precisa ser usado o tempo todo. A lousa digital é muito legal, mas a interação humana ainda é muito melhor. Use a lousa com responsabilidade, criatividade e inteligência.
  • quando planejar sua aula, pense como o diretor de um filme de sucesso ou de uma peça teatral onde a platéia também interaja. Faça um bom roteiro, quebre a monotonia, intercale suas ações com o trabalho dos alunos. Não monopolize o cenário e nem o uso da lousa.

Tudo bem, mas por onde eu começo?

Por onde eu começo?
Nunca é tarde para começar.
Bom, “comece pelo começo”: você já é um Professor Digital? Se não for, não tem problema, mas tenha em mente que será preciso se tornar um deles.
Tenho algumas sugestões que poderão ajudá-lo a se tornar um Professor Digital e, consequentemente, lhe permitirão um bom uso das lousas digitais interativas. Elas podem não ser as melhores sugestões do mundo, e nem todas podem ser adequadas para você, mas, se é para começar de algum ponto, experimente essas dicas:
  • comece a usar o computador de forma regular para digitar textos, fazer gráficos, navegar na internet, trocar e-mails com colegas e parentes, participar de grupos de discussão e redes sociais, ler revistas e jornais, enfim, para atividades que fazem parte do seu dia a dia.
  • visite blogs de outros professores e veja o que eles estão fazendo, como usam a internet, que sugestões e dicas eles dão para seus leitores, etc. Visite também sites ligados à Educação (da sua rede escolar, do seu município, do seu estado, do governo federal, de outros países) e procure por textos que falem sobre o uso pedagógico das TIC.
  • entre na web 2.0; descubra ferramentas/sites de compartilhamento (de textos, fotos, filmes, planos de aula, etc.). Descubra o Google, o YouTube, o Facebook, o Twitter, o MySpaces, o Skype, etc., etc. E se você não sabe do que estou falando, comece a digitar esses nomes na busca do Google, por exemplo, e descubra do que se trata.
  • entenda que os computadores e a internet são seus aliados.  Pergunte-se porque os alunos gostam tanto de computadores e da internet e eles lhe dirão que “é muito divertido”. Sim, é mesmo! Aprenda a se divertir também! Não se preocupe em se tornar “imediatamente” um Professor Digital, comece se tornando um “usuário digital”.
  • procure um “mentor” para lhe ajudar nos primeiros passos. Você tem muitos amigos que sabem usar computadores e a internet. Talvez tenha filhos e eles certamente sabem! Mesmo na sua escola haverá outros professores que já sabem lidar com as TIC e poderão lhe ajudar tirando dúvidas, dando sugestões e, principalmente, lhe mostrando que a tecnologia é divertida, fácil de lidar e, além disso, poderá vir a ser uma ferramenta incrível na sua profissão.
  • não espere se sentir um expert em tecnologia e computadores para, só então, experimentar a lousa digital. Use-a como parte das ferramentas de aprendizagem. Ninguém sabe tudo e, na verdade, nós todos sabemos cada vez menos. Tecnologia se aprende usando.
  • a escola também é um lugar para o professor aprender. Para ser professor hoje em dia é preciso ser um eterno aprendiz. Não podemos mais parar de aprender ou nos recusarmos a continuar aprendendo. É isso que ensinamos aos nossos alunos e é isso que precisamos fazer também.
  • não desanime quando as coisas parecerem não dar certo. Lembre-se de suas próprias aulas: quase sempre elas não dão certo para todos os alunos. É errando que se aprende. Se você se recusar a levantar logo depois dos primeiros tombos nunca vai aprender a caminhar “em pé”. Faça com você mesmo aquilo que você gostaria que seus alunos fizessem para aprender mais em suas aulas.
  • não tenha vergonha de aprender com seus alunos. É muito provável que eles sejam usuários mais proficientes das novas tecnologias em geral e, possivelmente, da própria lousa digital, do que você mesmo. Eles não tem o seu medo de errar e gostam de tentar até acertar. Peça ajuda a eles sempre que precisar. Trabalhe em conjunto com eles. Deixe que eles lhe ensinem o que sabem. Eles vão amar e você vai descobrir que nessa jornada pelas TIC há atalhos que só eles conhecem.
  • concentre sua energia e seus esforços para preparar e executar boas aulas. A lousa digital e as demais tecnologias disponíveis serão naturalmente incorporadas na sua prática na medida em que ela mesma for se modificando. Isso não é imediato, mas é um movimento natural de aprendizagem. Você, professor, tem poder de ver mais longe. Use a tecnologia como uma luneta para seus próprios projetos de inovação.

Conclusão

As lousas digitais estão chegando e provavelmente você se verá diante de uma delas um dia desses. Não fuja! Encare porque o bicho é manso.
Coelho digital
O coelho está aprendendo que é um mamífero lagomorfo da família dos leporídeos (graças a ajuda da Wikipédia). Coisa difícil de se fazer sem uma lousa digital. 🙂
Depois de algum tempo inserido no mundo das TIC e, tendo usado uma lousa digital interativa, é bem provável que você fique tentado a repetir uma frase que eu tenho ouvido de vários professores ao longo de anos de formações que já dei em oficinas de uso das TIC: “Puxa, como eu pude viver tanto tempo sem ter usado isso?!”.
Boa jornada!

Referências e sugestões na internet:

  • DOSTÁL, Jirí. Reflections on the Use of Interactive Whiteboards in Instruction in International Context. The New Educational Review. 2011. Vol. 25. No. 3. p. 205 – 220. ISSN 1732-6729. Disponível em: <http://goo.gl/30kc6>. Acesso em: 12/07/2012. – Artigo interessante do prof. Jiri Dostál, da República do Cazaquistão.
  • The Interactive Whiteboards, Pedagogy and Pupil Performance Evaluation: An Evaluation of the Schools Whiteboard Expansion (SWE) Project: London Challenge. Disponível em: <http://goo.gl/gg6dt>. Acesso em: 12/07/2012. – Pesquisa da School of Educational Foundations and Policy Studies, Institute of Education, University of London.
  • Para saber um pouco mais sobre o que é e como funciona a lousa digital, consulte esse artigo da Wikipédia (em português) ou esse outro (em inglês e com mais referências).
  • O uso pedagógico da lousa digital associado a teoria dos estilos de aprendizagem. Revista Estilos de Aprendizaje, nº4, Vol 4 octubre de 2009.Disponível em: <http://goo.gl/oPf0b>. Acesso em: 12/07/2012. – Nesse artigo a lousa digital e tratada como um instrumento tecnológico interativo, que possibilita a elaboração de atividades pedagógicas, associadas à Teoria dos Estilos de Aprendizagem.
  • 13 mitos sobre a lousa digital. Muito bom para quem tem dúvidas sobre o funcionamento da lousa digital.
(*) Para citar esse artigo (ABNT, NBR 6023):
ANTONIO, José Carlos. A Lousa Digital Interativa chegou! E agora?, Professor Digital, SBO, 01 ago. 2012. Disponível em: <https://professordigital.wordpress.com/2012/08/01/a-lousa-digital-interativa-chegou-e-agora/>. Acesso em: [coloque aqui a data em que você acessou esse artigo, sem o colchetes].

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

DICAS DE SEGURANÇA PARA CRIANÇAS NA INTERNET

Ticolicos - Canal infantil com inúmeras atividades para se fazer com os pequenos e dicas importantes do Marcos Mion,  apresentador de televisão, ator e empresário brasileiro, sócio da V.Rom e também blogueiro do R7.


SOLAR SYTEM SCOPE

Visualize o nosso sistema solar de vários ângulos diferentes e viaje no tempo com esse simulador 3D repleto de informações úteis.
Ótimo serviço para quem quer conhecer um pouco mais sobre o nosso sistema solar, mas não quer ficar lendo livros nem apostilas chatas para dominar o assunto. Através de uma interface totalmente em português, com bons gráficos e bem organizada, você vai se aventurar no espaço e até mesmo viajar no tempo, observando o céu e todos os detalhes e posições dos astros em qualquer dia, mês e ano desejado.
Solar System Scope é um simulador 3D completo e gratuito do nosso sistema solar, trazendo bons gráficos e informações acerca de todos os astros que estão em nosso universo. Isso significa que você pode visualizar o sol, os planetas, as estrelas, constelações e cometas a partir de qualquer ângulo desejado, ajustando a sua visão com o cursor do mouse na tela e utilizando o “scroll” para aumentar ou diminuir o zoom em geral.
Apresentando uma interface bem organizada e totalmente em português, até mesmo uma criança vai aprender a utilizar o serviço sem nenhuma dificuldade, sendo uma maneira mais legal e divertida para quem deseja desbravar o nosso sistema solar de forma virtual — diferente daquelas apostilas chatas de escola referentes ao assunto.

Rumo ao espaço!

Logo ao acessar o site, não dê atenção para as propagandas que estiverem nas laterais da tela, pois o seu funcionamento acontece no centro da interface. Assim sendo, dê um clique em qualquer lugar para iniciar a sua aventura pelo universo.

Através dos quatro botões localizados na esquerda da interface é possível ajustar alguns detalhes do Solar System Scope, como alternar o modo de visão entre amplo (todo o sistema solar) e focalizado, utilizando uma espécie de luneta para ativar o zoom em qualquer direção que você queira — boa opção para quem curte observar ou caçar as constelações mais de perto.
O menu “Configurações” (ícone com uma engrenagem) traz algumas opções para a personalização das informações e itens mostrados na tela, fazendo com que você escolha se deseja navegar através do “Modo Planetário” ou “Modo Realístico”, optando por tamanhos reais ou fictícios dos planetas, cometas e constelações.
Além disso, caso queira, acesse os menus secundários “Planetas”, “Planetas Anões”, “Cometas”, “Constelações” e “Principais Estrelas” para definir o modo de exibição dos nomes em latim, rotas, órbitas e linhas de traçado de todos os satélites naturais presentes no serviço.

Viaje no tempo sem sair da cadeira!

Ao usar as visões heliocêntricas ou geocêntricas, talvez a data e o horário sejam irrelevantes, caso você não queira saber com a precisão exata onde os astros se encontram no exato momento. Porém, para aqueles que são aficionados por alinhamentos planetários, itens como data, hora e localização podem fazer uma grande diferença.
Ao acessar o calendário embutido no site, é possível viajar para futuro ou voltar ao passado, analisando como estava a posição real do céu em dias determinados, sendo um ótimo recurso para pesquisas e trabalhos escolares, ou até mesmo ajudando os astrônomos caseiros de plantão.
wives who cheat on husbands go i cheated on my husband
did my boyfriend cheated on me did my boyfriend cheated on me should i cheat on my boyfriend
Roda em Flash/Qualquer Navegador


Visualize o corpo humano, camada a camada, com esta ferramenta do Google

Médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, educadores físicos e demais profissionais ou estudantes da área da saúde (e também os entusiastas) agora podem ter, em uma valiosa ferramenta, tudo que é necessário para ajudar a explorar o corpo humano.

Um material excelente para explicar as condições médicas e cirúrgicas para alunos e, inclusive, pacientes. Lançado inicialmente pelo Google com o nome de Body Browser, o programa teve seu código descontinuado e liberado, até que a Zygote concluiu seu desenvolvimento e o apresenta hoje como Zygote Body - uma ferramenta que permite aos usuários examinarem o corpo humano em camadas cheias de detalhes tridimensionais!

Zygote Body

Educativo até os ossos


Concebido como uma ferramenta educacional, o Zygote Body foi lançado como uma versão beta de um programa WebGL. Antes de explorar o corpo humano, é necessário ter em seu computador um navegador que suporte o aplicativo. WebGL funciona em várias plataformas, com API 3D de baixo nível - que embora ainda não esteja presente em todos os navegadores, funciona bem na última versão do Google Chrome e do Firefox.

Explore o corpo humano como nunca explorou antes!


O programa apresentauma imagem anterior (de frente) de uma mulher ou de um homem, à sua escolha, em trajes mínimos de ginástica. Usando o cursor, você pode descascar as camadas do corpo (não a roupa) para ter visões detalhadas da anatomia humana, tais como a estrutura muscular, os órgãos, as artérias, as veias e, eventualmente, apenas os nervos. Clique sobre as estruturas para saber o nome delas!



Zygote Body

Faça buscas (termos em inglês) na ferramenta no canto superior direito do programa e encontre rapidamente os órgãos, tecidos ou estruturas que você procura.

Zygote Body

Ideal para profissionais da área de saúde


Para os estudantes de medicina, enfermagem, odontologia, fisioterapia e demais cursos da área da saúde, o Zygote Body seria uma boa alternativa. Você pode visualizar as estruturas do corpo de maneira dinâmica e tridimensional.

Zygote Body

E a utilidade da ferramenta pode ir além: profissionais de saúde podem comunicar-se entre si por programas como o Skype utilizando os exemplos do Zygote Body, ou ainda mais: podem mostrar aos familiares dos pacientes o que está acontecendo em determinada região de seu corpo, com exemplos claríssimos da anatomia humana.

Fonte: http://ultradownloads.com.br/download/Zygote-Body/#ixzz4NLfCJv2K




BioDigital Human - 3D


BioDigital Human é um serviço online voltado principalmente para estudantes da área da saúde e pode ser utilizado na área da educação através da Lousa Digital.

Com ele, você consegue aprender o nome em inglês de todas as partes do corpo, algo interessante para quem pretende cursar uma especialização no exterior.

Sua interface permite o uso do mouse e de atalhos no teclado, tornando muito fácil encontrar as partes que você deseja.

Além disso, ele também conta com algumas ferramentas voltadas para o isolamento de regiões específicas do corpo. Por exemplo, é possível remover costelas, cortar um órgão pela metade (para ver seu interior) e até ativar a visualização no modo de raios-X.


Leia mais em: http://www.baixaki.com.br/download/biodigital-human.htm#ixzz4NLZR0qdv
(Necessita de navegador compatível para 3D)

Esteja preparado


Quando você entra no BioDigital Human pela primeira vez, o site faz um teste no seu navegador e indica se ele é capaz de rodar todas as funções necessárias para o bom funcionamento do aplicativo. Na parte esquerda, a palavra “Yes!” indica que você consegue acessar a página, enquanto “Performance Rating” mostra a qualidade da visualização.

Se quiser ver um corpo de homem, use “Male” para abrir o site (clique em “Female” para ver o corpo de uma mulher). Independente da escolha, é possível mudar o gênero do corpo com a barra de comandos, na parte inferior da página. Nessa mesma barra, à esquerda, você controla a angulação da câmera e sua aproximação.

Comandos

O restante dos botões serve para, respectivamente, mostrar placas com os nomes das partes do corpo sobre as quais você passa o mouse, fazer capturas de tela, ativar o modo de dissecação, definir o quanto do corpo é mostrado (você corta partes usando essa ferramenta) e mudar a visualização entre padrão, raios-X e isolamento.

Corte partes

Refinando os detalhes


O quadro à esquerda da página serve como atalho para encontrar partes específicas e remover aquelas que atrapalham sua visualização. “Search” permite a pesquisa de órgãos, ossos e nervos, basta digitar para os itens relacionados serem exibidos. À esquerda de cada nome, há uma barra sobre a qual é possível clicar para ativar ou desativar a exibição da parte do corpo em questão.

Quando você clica sobre qualquer lugar do corpo, um quadro à direita aparece. Nele, você encontra a descrição da Wikipédia sobre essa parte e possíveis problemas relacionados a ela – clique neles para ler sua explicação detalhada.

Escolha o que deseja ver

Controles


  • Teclas W, A, S e D: movimentação vertical da câmera;
  • Clique esquerdo simples: seleção de partes;
  • Clique esquerdo duplo: zoom na região selecionada;
  • Clique esquerdo (arrastando): rotação do corpo;
  • Clique com os dois botões (arrastando): movimentação vertical;
  • Roda do mouse: controle do zoom;
  • Teclas Z e X: controle do zoom;
  • Teclas N e M: corta partes do corpo;
  • Setas direcionais: rotação.

    Leia mais em: http://www.baixaki.com.br/download/biodigital-human.htm#ixzz4NLZc6qt8
Fonte: Baixaki

Um dia de trabalho perfeito

No dia 14/10, sexta-feira passada, o NTE-Canoas e NTE-Osório em parceria, realizaram formação de professores na Escola Estadual Básica Sagrada Família em Morrinhos do Sul, escola de abrangência 11ª CRE, com a Oficina Tecnologias Educacionais com lousa digital e objetos educacionais.
A mesma foi ministrada pelas professoras Eliane Soares e Heloisa Helena Raupp do NTE-Canoas e Silvana Silveira e Neusa Wagner do NTE-Osório e teve como objetivo proporcionar aos professores da escola momentos para conhecer e explorar os recursos tecnológicos do computador e internet, objetos educacionais e lousa digital, e refletir sobre suas possibilidades para o desenvolvimento da aprendizagem na escola.
No turno da manhã professores conheceram a lousa digital do MEC, descobrindo recursos e refletindo sobre suas potencialidades para a promoção da aprendizagem dos alunos.
No turno da tarde exploraram os objetos educacionais em flash instalados nos computadores do laboratório de informática da escola. Vivenciaram mais recursos pedagógicos com uso das tecnologias digitais.

Fonte: NTE Canoas

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Mapas Conceituais no Processo de Ensino-Aprendizagem: aspectos práticos

Mapas Conceituais são estruturas esquemáticas que representam conjuntos de ideias e conceitos dispostos em uma espécie de rede de proposições, de modo a apresentar mais claramente a exposição do conhecimento e organizá-lo segundo a compreensão cognitiva do seu idealizador. Portanto, são representações gráficas, que indicam relações entre palavras e conceitos, desde aqueles mais abrangentes até os menos inclusivos. São utilizados para a facilitação, a ordenação e a sequenciação hierarquizada dos conteúdos a serem abordados, de modo a oferecer estímulos adequados à aprendizagem.
construção de Mapas Conceituais (Novak & Gowin, 1996) propõe que as temáticas sejam apresentadas de modo diferenciado, progressivo e integrado. Pela diferenciação progressiva, determinados conceitos são desdobrados em outros conceitos que estão contidos em si mesmos, parcial ou integralmente, indo dos conceitos mais globais aos menos inclusivos, conforme pode ser observado na figura abaixo.
Exemplo de mapa conceitual sobre aprendizagem significativa, elaborado por Novak e Cañas (2010). É possível observar como os conceitos estão distribuídos e correlacionados entre si, formando um verdadeiro mapa.
Um mapa conceitual possui diversas utilidades práticas, destacando-se a avaliação da consolidação de um conhecimento adquirido pelo educando, não estando, portanto, mais próximo da apresentação de um conhecimento novo a este educando.
Assim, a utilização de um mapa conceitual como um método avaliativo, trata-se de uma técnica não tradicional e qualitativa, que busca observar como o aluno estrutura, organiza, hierarquiza, integra e relaciona conceitos de certa unidade de estudo, procurando obter evidências de aprendizagem significativa. Deve ser utilizado preferivelmente quando os alunos já possuem certa familiaridade com o conteúdo. Assim, os mapas de conceitos são bons instrumentos para representar a estrutura cognitiva do aluno, averiguando além dos subsunçores já existentes, as mudanças que ocorrem na estrutura cognitiva durante a instrução (MOREIRA, M. A. 1980)
Como representações gráficas, os Mapas Conceituais (Faria, 1995) indicam as relações existentes entre conceitos, conectando-os através de palavras-chave e oferecendo estímulos adequados aos educandos. Também, servem como instrumentos de transposição do conteúdo sistematizado em conteúdo significativo no processo de ensino-aprendizagem.
Nesta perspectiva, são abordadas as concepções da aprendizagem por recepção, dando ênfase à aprendizagem verbal e às representações visuais, que são predominantes nos espaços escolares. Logo, a ferramenta didática Mapa Conceitual pode servir para tornar mais significativa a aprendizagem aos educandos, permitindo-lhes estabelecer relações sistematizadas entre os conteúdos apresentados com os conhecimentos anteriormente assimilados. Estes instrumentos se aplicam a diversas áreas do ensino e da aprendizagem, como  planejamentos de currículo, sistemas e pesquisas em educação.
Leia também:
Referências:
AUSUBEL, D.P. Aquisição e Retenção de Conhecimentos: uma perspectiva cognitiva. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 2003.
AUSUBEL, D.P., NOVAK, J.D. and HANESIAN, H. Educational Psychology. New York: Holt, Rinehart and Winston, 1986.
FARIA, de Wilson. Mapas Conceituais: aplicações ao ensino, currículo e avaliaçãoSão Paulo: EPU - Temas Básicos de Educação e Ensino, 1985.
NOVAK, J.D. & GOWIN, D.B. (1996). Aprender a Aprender. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 1986.

MOREIRA, M. A.; Mapas Conceituais como Instrumentos para Promover a Diferenciação Conceitual Progressiva e a Reconciliação Integrativa. Ciência e Cultura, 32, v. 4: 474-479, 1980.